Lewandowski culpa a Polícia
- L. Horbe
- 21 de mar.
- 2 min de leitura

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, causou polêmica ao declarar que “a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”. A afirmação, em vez de apresentar soluções concretas para a crise da segurança pública, soa como um mero jogo de empurra entre as instituições, ignorando a real ineficiência do governo no combate à criminalidade.
A fala do ministro demonstra uma tentativa de terceirizar responsabilidades ao invés de admitir a omissão do próprio governo em fortalecer as forças de segurança, aprimorar a investigação criminal e reformar o sistema prisional. O argumento de que o Judiciário se vê obrigado a soltar criminosos por conta de falhas nas prisões desconsidera o fato de que a flexibilização das penas e as decisões judiciais muitas vezes favorecem a impunidade. Ao invés de reconhecer as fragilidades legislativas e operacionais que favorecem o avanço do crime, Lewandowski adota uma retórica vazia e populista, sem apresentar propostas eficazes.
Enquanto o ministro faz declarações genéricas e pouco produtivas, a criminalidade segue crescendo, alimentada por um sistema penal falho, investigações precárias e um Judiciário que, em muitos casos, adota posturas excessivamente garantistas. Especialistas apontam que o problema não é apenas a condução das prisões pela polícia, mas sim a ausência de uma política pública eficiente para combater o crime desde sua raiz, algo que a gestão de Lewandowski não tem conseguido implementar.
Para Marcos Carneiro, ex-delegado geral de Polícia de São Paulo, a declaração do ministro foi “infeliz” e generalista, prejudicando ainda mais a credibilidade do sistema de segurança pública. Ao invés de apontar culpados, o governo deveria focar em medidas reais, como o fortalecimento das polícias, a modernização dos processos investigativos e o endurecimento das leis penais. No entanto, até agora, a gestão de Lewandowski não apresentou nenhuma solução concreta para reverter esse cenário caótico.
O discurso vazio e genérico do ministro apenas reforça a sensação de insegurança da população. Se o governo não adotar medidas firmes e eficazes, a criminalidade continuará a se fortalecer, enquanto as instituições seguem no jogo de empurra, sem oferecer qualquer resposta real para o problema.
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